Alto desempenho desde o berço

Aston Martin Logo de 100 anos 002.1

A britânica Aston Martin completa um século com o nome ligado às corridas e modelos esportivos

Texto: Edimarcio Augusto Monteiro | Test Rider

A tradicional Aston Martin completou no último dia 15 um século de fundação. Ela nasceu no dia 15 de janeiro de 1913 como Bamford & Martin, uma associação dos sobrenomes de seus criadores, Lionel Martin e Robert Bamford. Ela sempre teve seu nome ligado a carros esportivos de alto desempenho e corridas. Tanto que mudou de nome no ano seguinte após o sucesso de seu carro na prova de subida de montada de Aston Hill Climb, nas proximidades de Buckinghamshire, na Inglaterra. Surgiu, então, o nome definitivo: Aston Martin.

A montadora tornou-se uma fornecedora de carros para pilotos e entusiastas. Em 1926, venceu o Grande Prêmio da França. A partir de 1947, quando a montadora passou para as mãos do empresário David Brown, é que surgiu a sua linha de carros DB, com o lançamento do DB1. Em 1951, o DB2 conquistou o 2º e 3º lugares de sua categoria em Le Mans. Mas foi a partir de 1960 que a marca britânica realmente se tornou um ícone e um objeto de desejo.

Dois fatores foram primordiais para isso. O primeiro foi a associação com o estúdio de design italiano Zagato para a criação do Aston Martin Zagato DB4 GT, uma parceria que dura até os dias de hoje. O segundo se deve a 007, o agente secreto a serviço de sua majestade. Desde então, o nome da marca sempre esteve associado ao agente secreto, apesar de ele não ter sido muito fiel e ter dirigido carros de outras marcas.

A Aston Martin e Bond voltaram a se encontrar em 007 Marcado para a Morte, em 1987, com o espião mais famoso do cinema rodando a bordo de um Aston Martin Volante. A parceria se repetiu outras vezes. Em 007 – Operação Skyfall, o mais recente filme da franquia, um DB5 foi destruído. Na verdade, uma réplica de papel, pois seria um sacrilégio mandar pelos ares um carro que muitos consideram um dos mais bonitos criados até hoje e que é avaliado em US$ 4,6 milhões (cerca de R$ 9,4 milhões).

Alto desempenho

A partir de 1972, a montadora britânica passou a usar motores V8 para garantir o alto desempenho e enfrentar as italianas Ferrari e Lamborghini. Em 1975, um novo consórcio adquiriu a fábrica e lançou o Aston Martin Lagonda, ressuscitando o nome de uma marca que havia sido adquirida pela montadora em 1947. O modelo tinha um estilo único e painel com botões sensíveis ao toque, mas os altos custos de produção e o fato de não ser confiável, fez o Lagonda ser um fracasso comercial. A montadora passou para as mãos da Ford, que a manteve até 1993.

A marca do oval azul retomou a linha DB, com o DB7, um modelo de entrada impulsionado por um motor V6 de 3.2 litros. Foi um sucesso, com o DB7 atingindo a marca de 7 mil unidades produzidas, sendo um dos Astons mais vendidos até hoje. Em 2004, ele foi sucedido pelo DB9. Cinco anos depois, surgiu o One 77, uma edição limitada a 77 unidades feita à mão, tendo sob o capô um propulsor V12 de 7.3 litros de 750 cavalos de potência, o mais potente motor aspirado do mundo na época.

Atualmente, a montadora pertence aos grupos de investimento Dar e Adeem, do Kuwait, e ao empresário britânico John Sinders. A sua mais recente criação é o Vanquish, lançado em junho passado. O sucessor do DBS tem chassis de alumínio fundido na parte frontal com fibra de carbono na parte traseira. O modelo 2+ 2 lugares tem um motor V12 aspirado de 5.9 litros, que entrega 565 cv a 6.750 rpm e 620 Nm de torque a 5.500 rpm. O câmbio é o automático de seis velocidades Touchtronic 2. O Vanquish faz 0-100 em 4,1 segundos e atinge a velocidade máxima de 305 km/h. Ele mostra que a Aston Martin continua acelerando forte rumo ao futuro.

Trailer de Goldfinge em que aparece o Aston Martin DB5

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