Harley-Davidson Fat Boy: Uma moto exuberante

Fat Boy tem um conjunto imponente que leva o piloto às alturas

Texto: Johnny Inselsperger | Test Rider
Fotos: Osvaldo Furiatto Jr.

No ano em que completa 110 anos, a Harley-Davidson tem muito para comemorar. Enquanto o mercado de motos brasileira tenta se recuperar do fracasso nas vendas no ano passado, a fabricante americana foi uma das poucas que obteve lucro. E, segundo dados da Abraciclo (Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares) a Fat Boy Special foi o modelo da Harley-Davidson mais vendido no País.

E não é difícil entender o motivo do sucesso dessa integrante da família Softail. A moto une o design inconfundível, alta tecnologia, um motor forte de 1.600cc e uma marca que já virou lenda e o resultado é uma legião de apaixonados.

No momento que sentei no banco, coloquei a mão no guidão e dei a partida, me senti o Arnold Schwaznegger, no filme O Exterminador do Futuro. O sorriso ficou indisfarçável, ainda mais depois de acelerar a Fat Boy e escutar o ronco forte e encorpado do motor.

Engatei a primeira marcha e lentamente fui soltando a embreagem, afinal, uma Harley-Davidson é uma moto que transforma as ruas e estradas em passarela, pois atrai o olhar de pessoas de todos os sexos e idade.

Também uma moto com 330 quilos e 2.396mm de cumprimento não passa despercebida, ainda mais na cor amarela e o emblema HD estampado no tanque.

Na estrada a moto mostra sua vocação. Ela fica leve para pilotar graças ao bem acertado conjunto ciclístico. Nas curvas o piloto deve sempre estar atento para não inclinar muito e raspar as pedaleiras no chão.

A Fat Boy foi o primeiro modelo da Harley-Davidson montado no Brasil. Desenvolvida nos anos 1990, ela tem inspiração nas hardtail dos anos 1960/1970. Apesar do estilo nostál-gico, o modelo é repleto de novidades tecnológicas e no também no visual. Toda linha Softail vem com freios ABS e computador de bordo com itens de série, como o marcador de marchas e o RPM.

No visual, a Fat Boy tem rodas com furos de bala com aros 17 e pneu de 140 mm na dianteira e de 200 mm na traseira, que deixam a moto ainda maior. Por falar em tamanho, os garfos dianteiros e o guidão largo são marcantes na identificação do modelo.

É curioso observar a parte traseira da moto e não enxergar os amortecedores, nem mesmo em uma observação mais detalhada. A HD conseguiu uma suspensão eficiente com amortecedores horizontais muito bem escondidos.

Ligar a moto é um charme. O sistema de segurança com bloqueio automático é ativado, ou desativado, quando o piloto se aproxima. Nada de colocar chave em tambor. Basta posicionar no modo ignição e acionar a partida para ouvir girar o motor Twin Cam 96B com 1585cm³, uma evolução dos motores criados em 1909, que tem um desempenho impressionante. O tanque tem capacidade para 18,9 litros.

O motor é refrigerado a ar e o câmbio tem seis velocidades. Por causa do excesso de calor emitido durante a marcha lenta, o piloto pode solicitar para a concessionária alterar o recurso do Gerenciamento de Temperatura em Ponto Morto (EITMS), que corta automaticamente o combustível e a ignição do cilindro traseiro em marcha lenta reduzindo o calor do motor para o condutor e o passageiro. As setas desligam sozinhas calculando a velocidade e o ângulo de inclinação da moto. O escapamento duplo tem estilo shotgun, mas um modelo mais esportivo é quase obrigatório.

A Fat Boy é muito confortável para pilotar com a posição do corpo relaxada, o assento enorme em forma de cunha, os estribos com borrachas para isolamento da vibração e a transmissão secundária por correia, que deixa a moto rodar mais macia.

A Harley-Davidson Fat Boy 2013 tem preço sugerido pelo fabricante a partir de R$ 49.400. O modelo Special está disponível na cor Vivid Black com preço de R$ 50.800. Neste ano ainda é possível adquirir o modelo comemorativo dos 110 anos da Harley pelo preço
de R$ 53.500.

– Clique aqui e leia também: Harley-Davidson lança linha 2014 com motor refrigerado a água e novos equipamentos

2 Comments

  1. Paulo Sípoli

    Edimárcio, sempre sonhei em voar num desses T6, vocês tem contato com o Carlos Edo? Já tentei falar com ele e não consegui, gostaria de saber se ele voa com passageiro, quanto custa, como funciona, e etc…

    • edimarciomon

      Olá, Paulo!

      Não tenho contato com o Carlos Edo, mas a empresa dele, a Extreme Táxi Aéreo, fica em Campinas, no Aeroporto dos Amarais. O link para e-mail no site deles não funcionou. Mas o o telefone é o (19) 3246-2023.
      Espero que tenha sorte e realize este voo. Um abraço!

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