SpaceCross: Tamanho é documento

SpaceCross aposta no espaço para enfrentar os SUVs compactos, como EcoSport e Duster

Edimarcio Augusto Monteiro | Test Rider

Volkswagen Space Cross frente DivulgacaoAs peruas perderam nos últimos anos espaço para os SUVs. Muitos consumidores foram seduzidos pelo visual mais robusto, altura mais elevada para dirigir e o apelo off-road dos utilitários esportivos, embora a maioria nunca vá colocar um pneu na lama e encarar um desafio no fora de estrada. Até porque muitos dos modelos com essas características têm o DNA urbano e não suportariam um final de semana na trilha.

Para competir como os SUVs, a Volkswagen tem a SpaceCross, a versão aventureira da SpaceFox, que mostrou, durante a avaliação de um final de semana, que tem seus atrativos. Ela agrada logo de cara pelo design, com os retoques cosméticos dando uma aparência mais agradável, não tão desgastada quanto da SpaceFox, que ganhou sua última reestilização de peso em 2010. Os faróis escurecidos, rodas de liga leve de 15 polegadas, faróis de neblina e molduras nas caixas de roda dão uma rejuvenescida na station wagon.

Por ser mais alta, coloca o motorista numa posição gostosa de dirigir e apaga a sensação de ser o carro que a mãe usa para levar os filhos para a escola. A suspensão é elevada em 30 milímetros na frente e 35 mm na traseira, mas continua absorvendo bem as imperfeições das ruas, garantindo o conforto dos passageiros. Uma das poucas peruas disponíveis no mercado, a SpaceCross se mostra um veículo funcional e ganha numa avaliação direta com os SUVs compacto em um ponto básico: o tamanho do porta-malas. A capacidade de 550 litros é maior do que dos principais jipinhos vendidos no País, o Ford EcoSport (com seus 362 litros) e Renault Duster (475 litros).

O pacote de itens de série torna o veículo uma opção atraente a ser avaliada no momento da compra. Com preço sugerido a partir de R$ 53 mil, traz airbag duplo, freios ABS (antitravamento), ar-condicionado, banco do motorista e volante com regulagem de altura, direção hidráulica, vidros e retrovisores elétricos e computador de bordo, além de outros equipamentos.

O motor flex de 1.6 litro, oito válvulas, que entrega 104 cavalos de potência (etanol), o mesmo da SpaceFox, tem um desempenho honesto. Está distante de garantir uma performance esportiva que a perua evoca, mas cumpre bem o seu papel, não deixando o motorista na mão. Responde quando se pisa no acelerador e garante uma velocidade de cruzeiro agradável na estrada, sem que isso de traduza em um veículo gastão. Pelo contrário, o consumo pode ser considerado bom. Na cidade, o consumo médio apontado pelo computador de bordo foi de 7 km/l com etanol no tanque.

3 Comments

  1. José Antônio

    Olá. Estou saindo de um GM Classic para entrar num Space Cross 2013-Zero KM, que me será entregue na semana que vem. Gostei do comentário acima e espero ter sorte com meu Space. Escolhi o novo carro porque gosto muito de uma pescaria e o Classic em estrada de terra só anda com o peito esbarrado no chão. Estou doido para pilotar a nova máquina. Abraço e fique com DEUS.
    Betim-MG

  2. Marco

    Acabei de comprar esse veículo, fiz uma viagem pelo asfalto e um longo trecho pela estrada de terra, com direito a atravessar um riacho.. Pode entrar na estrada de terra sem medo… Tudo de bom: carro silencioso, confortável e não é como foi dito noutros comentários que afirmaram ser bebedor. Quanto a isso, o desempenho econômico depende do pé; de saber dirigir…

  3. pedro luis toniette

    tenho uma 2014 e não tenho o que reclamar é ótima espaçosa e relativamente economica apesar de andar quase sempre com o ar ligado urbano 6.5 e na estrada 9.5 estou satisfeito recomendo com certeza

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