Yamaha YZF-R1 2013: Tecnologia para domar a fera

Yamaha YZF-R1 2013 ganha controle de tração e potência, que juntos oferecem 21 configurações diferentes do motor

Texto: Johnny Inselsperger | Test Rider
Fotos: Osvaldo Furiatto Jr.

Que a Yamaha YZF-R1 foi projetada para as pistas de competição ninguém tem dúvida, tanto que o lançamento do modelo 2013 ocorreu no Autódromo Ayrton Senna, em Londrina (PR), durante a primeira etapa da competição monomarca R1 GP1000, que contou com a participação de 14 pilotos.

A principal mudança em relação ao modelo anterior é a importante adoção do sistema de tração com sete módulos, que podem ser combinados com as três opções do mapa de injeção, possibilitando ao piloto 21 configurações diferentes de desempenho do motor.

A R1 2013 provou que continua uma moto preparada para grandes disputas com suas rivais de categoria, com respostas rápidas e velocidades altíssimas. A Test Rider rodou quase 1,2 mil quilômetros nas ruas e cidades para saber como essa máquina nervosa se comporta dentro dos limites da lei, já que a maioria dos modelos vendidos no País é utilizada em passeios por estradas e mesmo em deslocamentos dentro das cidades.

O motor de 998 cm³ de quatro cilindros tem ‘influências’ da YZR-M1, atual campeã da principal categoria do mundial de motovelocidade, a MotoGP, e que conquistou uma dobradinha com Jorge Lorenzo e Valentino Rossi durante a primeira etapa da edição 2013 da categoria.

Sem dúvida que as 21 formas diferentes de configuração deixam a YZF-R1 melhor para ser controlada no meio dos veículos do trânsito pesado, mesmo assim a moto exige bom punho do piloto para dosar a aceleração, e estar sempre bastante atento e utilizando os equipamentos de segurança, inclusive o protetor de coluna.

O motor de dimensões compactas desenvolve 182 cavalos a 12.500 rpm. Toda essa força para apenas 206 quilos permite levar a máquina aos 300km/h.

O câmbio de seis marchas tem trocas justas e na cidade não exige muitas mudanças, já que não é possível desenvolver grandes velocidades e o modelo precisa sempre estar com o motor ‘cheio’, ou seja, com o giro em médias e altas rotações. É complicado rodar muito devagar, também apelidado de ‘andar na casquinha’.

O prazer é maior na hora de pilotar a Yamaha YZF-R1 na estrada. A velocidade aumenta rapidamente e permite ultrapassagens seguras. Se na cidade a moto esterça pouco e fica mais difícil nas manobras, na estrada fica leve e fácil para pilotar. Durante a chuva, com os controles de tração e potência ajustados, a moto fica mais segura para controlar. Com respostas mais dosadas do motor, pilotar no piso molhado está bem melhor.

As outras alterações ocorreram na calibragem das molas traseiras, que deixaram a regulagem do amortecedor mais simples. A mesa superior e o suporte do assento ficaram mais leves para compensar o ganho de peso das novidades tecnológicas. Aliás, a moto manteve o peso do modelo anterior. As pedaleiras ganharam garras
para aumentar a aderência.

Design

Com mudanças sutis, porém marcantes, a R1 está diferente na parte da frente e trás. A carenagem tem novo desenho e o conjunto ótico ganhou um contorno com LEDs que deixaram o visual ainda mais agressivo. O desenho do escapamento duplo mudou e tem agora uma proteção com fibra de carbono.

A YZF-R1 2013 está disponível nas cores branca com grafismo, azul e preta e tem preço sugerido pelo fabricante de R$ 58,5 mil.

O ronco do motor Crossplane é diferenciado e instiga o piloto a torcer o cabo do acelerador para ouvir no último volume a música emitida pela máquina, sendo um modelo bastante atraente para realização de track days e os diferentes tipos de cursos de pilotagem, chegando mesmo a preparar para o aluno para competições.

Os controles de potência e tração deixaram a moto melhor para ser domada, mas ainda falta um modelo opcional equipado com o sistema ABS (freios antitravamento) para melhorar a eficiência na hora de frear.

Agradecimento ao Museu da Cidade de Campinas e a modelo Vanessa Gasdag

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