Ducati Diavel Carbon: um convite a insanidade

É preciso ter juízo e uma dose de experiência para pilotar a Ducati Diavel Carbon 2013. Ela te convida o tempo todo a perder a sanidade. A força do motor parece um dragster, ainda mais se a pista tiver longas retas e asfalto lisinho. Mas é importante ter em mente que você está no comando de uma máquina de R$ 69.900.

A moto é a perfeita união de beleza, força e tecnologia. O principal atrativo dessa categoria é o ‘motorzão’, mas a Ducati vai além e agrega com harmonia a elegância do design italiano. A Diavel conquista coração e olhos dando uma beleza em toda ‘brutalidade’ de uma muscle bike, com linhas e contornos que seduzem pelo alto grau de requinte até nas sutilezas. Destaque para as belas rodas forjadas Marchesini, que equipam o modelo Carbon avaliado pelo Correio Popular.

Seu motor tem um desempenho que é um convite ao pecado e não precisa esticar muito o acelerador para se tornar um ‘fora da lei’ e sentir a adrenalina se espalhar pelo corpo em sensações de euforia. O Testastretta 11ª com dois cilindros em ‘L’ a 90º de 1.198 cm³ tem refrigeração líquida e injeção eletrônica que entrega uma força quase desesperadora de 13,0 kgm.f de torque máximo a 8.000 rpm e 162 cavalos de potência na casa de 9.500 rpm, suficientes para ter a sensação de que está para ser deixado para trás.

Mesmo em uma categoria de motos literalmente pesadas, o peso completo da Diavel Carbon é de apenas 234 kg graças às rodas e as partes com fibra de carbono. Para se ter uma comparação, a Harley-Davidson V-Rod Muscle pesa 307 kg e o Triumph Rocket III pesa 367 kg. Isso faz muita diferença no desempenho e controle da Diavel Carbon.

Tecnologia

Basta acelerar e a retomada de velocidade vem como um soco ‘transmitido’ pela roda traseira. Para auxiliar o piloto na prazerosa tarefa de conduzir a moto com segurança, a Diavel espalha sua tecnologia ao longo da moto. Os freios com sistema ABS são da marca Brembo de última geração com melhora na eficiência, principalmente em pisos irregulares que costumam causar oscilações durante os acionamentos do manete e pedal dos freios dianteiro e traseiro. As respostas foram sempre rápidas e precisas, mesmo quando o piloto deixa para frear um pouco depois do ponto.

A muscle bike ainda oferece oito níveis para o controle de tração que corrige erros na aceleração, principalmente em entradas ou saídas de curvas e três modos de potência que deixam o motor adequado para rodar na cidade, estrada e esportivamente. Juntos possibilitam combinações que deixam a moto rodando suavemente em baixa velocidade com apenas 100 cv até o ponto em que o piloto desliga a parte eletrônica e assume o comando total da moto para atingir o máximo da performance dos 162 cv que a Diavel pode oferecer, ainda mais com a embreagem deslizante, que permite reduções de marchas para uma tocada mais esportiva sem o risco de travar a roda traseira. A precisão do acelerador eletrônico deixa a moto bem obediente e facilita a condução, ainda mais no trânsito urbano.

Para aumentar a alegria dos pilotos, toda essa parafernália tecnológica ainda é favorecida por uma ciclística adorável. As trocas de marchas são rápidas e precisas e a transmissão final é por corrente. Achei inconveniente o ponto morto colocado entre a 4ª e 5ª e a 6ª.
Além disso, discrição não é seu forte. Primeiro ela chama a atenção pelo ronco característico da Ducati e depois pelas formas marcantes, que a tornam inconfundível.

Uma modelo com perfil mais baixo e longo não parece ser muito adequado para circuitos sinuosos, mas a Diavel surpreende. A moto é firme, agarrada no chão, não exige esforço durante a condução e convida para curvas mais inclinadas, dando a impressão de leveza do modelo Carbon. Já fazer curvas dentro da cidade é outra história. O contra-esterço funciona bem para fazer o enorme pneu ceder à resistência na hora de inclinar, mas nada que seja um martírio.

O chassi em treliça de aço mantém a rigidez estrutural necessária e forma um bom conjunto com a suspensão dianteira com garfo telescópico invertido Marzocchi e a traseira com monobraço em alumínio ajustável, ambas com 120 mm de curso. A posição para pilotar é confortável. O largo guidão é bom para manter os braços relaxados e seu desenho ajuda na hora de segurar firme nas arrancadas. As pernas ficam pouco dobradas e fáceis para manter ‘grudadas’ ao tanque. O desenho do banco também colabora e encaixa bem para segurar o corpo. Apesar do perfil baixo, a Diavel é rápida nas mudanças de direção e obedece aos comandos prontamente.

Design

O design é imponente é único. Os radiadores nas laterais do tanque deixam a frente ainda maior. As pedaleiras traseiras e as alças para a garupa são retráteis e a Ducati não economizou na engenhara para montar o suporte de placa. As lanternas traseiras ficam na parte de baixo da moto em duas partes. Até o motor tem um desenho fechando o conjunto que transmite muita esportividade e agressividade.

Painel

O painel da Diavel Carbon é dividido em duas partes. Em cima tem o velocímetro e conta-giros digitais, hodômetro total e dois parciais, além do relógio e a temperatura do motor. Na parte de baixo o piloto visualiza os modos de potência e tração, o indicador da marcha, médias de consumo, tempo de viagem e até a temperatura ambiente, entre outras tantas informações.

A Diavel Carbon tem ainda duas irmãs: a Diavel Black que sai por R$ 58.900 e a Cromo por R$ 63.900.

Ponto negativo – Faltou um indicador do nível de gasolina no painel. Ele tem apenas a luz de reserva e os quilômetros percorridos nela. Dependendo da estrada, pode dar sufoco.

Ponto positivo – Para uma moto baixa e longa, a agilidade da Diavel é surpreendente e está bem próximo das nakeds

AGRADECIMENTO A DUCATI CAMPINAS QUE CEDEU O MODELO PARA A REPORTAGEM

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