Galeria Suzuki GSX-R750: uma moto impar

Alterações deixaram modelo 2014 oito quilos mais leve que reforça a característica de ser uma superesportiva que alia agilidade e motor de alta performance

 Johnny Inselsperger
FOTOS: Osvaldo Furiatto Jr.

Repleta de modificações, a Suzuki conseguiu melhorar a versão 2014 da superesportiva GSX-R750, ou ‘Srad Sete Galo’, como é conhecida. Se o conjunto ótico é o que chama atenção ao bater os olhos, pois teve o farol duplo substituído por um único em forma de gota, a maior mudança foi a redução de 8 quilos no peso total do modelo superesportivo. Pesando 190 quilos, a superesportiva está ainda melhor. Tudo isso reforça sua versatilidade por ser leve e ágil semelhante as 600cc e ter um desempenho mais próximo das 1000cc.

Ao ligar a chave aparece outra mudança na hora de escolher o mapeamento do controle eletrônico, O Suzuki Drive Mode Selector (S-DMS) foi reduzido de três para duas opções que controlam a injeção eletrônica, com mudança no punho. No modo ‘A’, a motocicleta entrega todos os 148 cv a 13.200 rpm e 8,8 kgfm de torque a 11.200 rpm. No modo ‘B’ a potência é limitada em 70%, ideal para pisos irregulares, pilotos inexperientes e dias de chuva. A transmissão final é por meio de corrente e o câmbio de seis marchas é extremamente prazeroso com trocas justas e rápidas.

O motor com 750 cm³ de quatro cilindros, quatro tempos, DOHC com 16 válvulas, refrigeração líquida, com sistema Srad recebeu várias modificações na GSX-R750 2014. Oito injetores de combustível receberam novo posicionamento para melhorar a transferência dos gases, a ventoinha do motor aumentou de tamanho, novo comando com válvulas de titânio, bielas mais resistentes, passagens de ar ampliadas dentro do motor e o filtro de ar mais amplo e leve são as principais alterações. Durante o período de avaliação foram percorridos 761 quilômetros e a média de consumo de gasolina ficou em 18,6km/l. Vale reforçar sempre que o consumo de uma moto varia muito dependendo de vários fatores, principalmente de quanto acelera cada piloto.

Chassi completamente novo

O chassi de alumínio dividido em cinco partes ficou 10 mm mais curto, com 2030mm e a distância entreeixos reduziu ainda mais e dos  1405mm ficou com 1.390mm. Aliado a altura total que foi dos 1.125mm para 1.135mm, o piloto sente uma melhora para conduzir em trajetos sinuosos. Já no trânsito, a GSX-R750 ficou mais estreita e a largura total caiu de 715mm para 710mm, que faz diferença no corredor entre os carros. Consequentemente, a posição da pedaleira do piloto mudou e ficou 53 gramas mais leve. Ela pode ser ajustável em três posições para melhorar o conforto da posição de pilotagem.

Suspensão nova

Na dianteira, a suspensão telescópica invertida está mais moderna e 1,1 quilos mais leve. Novos amortecedores da Kayaba reduziram o atrito eliminando os cartuchos internos. Os pistões deslizam diretamente dentro dos tubos de suspensão. Nas ruas e pistas a moto está mais precisa para reduzir o impacto das imperfeições do solo e mais confortável. O piloto ainda ajustar a pré-carga da mola e de retorno e compressão. O amortecedor eletrônico de direção facilita e torna mais segura a pilotagem. Em baixa velocidade, o guidão está mais ‘leve’ para esterçar e facilita as manobras de estacionamento. A medida que a velocidade aumenta, a direção fica mais rígida e reduz a possibilidade da moto chimar (perder o controle entrando em ziguezague).

Na traseira, o amortecedor sofreu modificações no desenho para se adequar ao novo quadro e tem ajuste da pré-carga da mola e de retorno e compressão. A GSX-R750 tem boa aderência na traseira e um razoável conforto por se tratar de um modelo superesportivo. O conjunto de suspensões ficou 680 gramas mais leve em relação ao modelo 2013. A balança traseira também reduziu 600 gramas com novo formato.

Escapamento

Novo desenho e novos compostos deixaram o conjunto 1,1 kg mais leve que a versão anterior da superesportiva da Suzuki. A GSX-R750 2014 adotou o titânio na composição do silenciador que utiliza uma válvula para controlar a saída dos gases aumentando o torque, que facilita a condução da superesportiva em baixas velocidades. O peso do silenciados está 600 gramas mais leve. O escapamento de aço 4 em 1 reduziu os outros 500 gramas do conjunto.

Freios

Na frente, a GSX-R 750 utiliza disco duplo com 310mm, com 4 pistões e pinças da marca Brembo com sistema radial que são precisos e transmitem segurança durante a pilotagem. Na traseira o disco simples da Nissin realiza bem seu papel de estabilizar a frenagem. O novo conjunto de freios ficou 617 gramas mais leve.

Visual

Além da adoção do novo conjunto ótico, que ficou 562 gramas mais leve, as mudanças visuais na Srad Sete Galo também ocorreram com nova lanterna traseira, novo assento mais baixo, com a distância até o solo de 810mm. A roda traseira ganhou novo desenho e está 190 gramas mais leve.

O tanque de combustível tem novo formato e capacidade para 17 litros. Novo desenho também do paralama traseiro. Os engenheiros da Suzuki conseguiram tirar 3,4 quilos de peso da nova carenagem da GSX-R750.

Painel

Este é um ponto que me conquistou. Fácil para visualização, o painel têm o conta-giros analógico e a tela de LCD com velocímetro, hodômetros, cronometro de voltas, relógio, indicador de marcha engatada, além da temperatura, pressão do óleo e as luzes informativas.

A Suzuki GSX-R750 2014 está disponível nas cores azul e preta e tem preço sugerido pelo fabricante de R$ 49.900.

 

Ponto positivo – Mais leve mais estreita e com melhores respostas em baixas rotações, a GSX-R750 2014 é muito mais prazerosa para rodar na cidade. Já na estrada continua uma máquina que eleva ao máximo a adrenalina.

Ponto negativo – Apenas uma luz amarela alerta para o momento que a moto entra na reserva. Isso pode gerar tensão em estradas com poucos postos de combustíveis.

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