Galeria Segunda geração da Factor 125 continua valente

Entra e sai ano e a YBR segue líder como modelo mais vendido da Yamaha

 

Johnny Inselsperger
Fotos: Osvaldo Furiatto Jr.

Há alguns anos um amigo mecânico, que tem 90% da clientela de motoboys, me garantiu que se dependesse da YBR 125 quebrar para ele sobreviver morreria de fome. E a segunda geração da Factor continua seguindo a regra.

Após ganhar um visual mais moderno e ficar 5 quilos mais leve, a Street da Yamaha segue confiável, robusta, simples e com preço competitivo. Isso mantém o modelo líder de vendas da marca japonesa. No mês de janeiro desse ano, juntando as versões K1, K, E e ED, foram licenciados 5.547, quase mil a mais que a segunda colocada, a Fazer 150, com 4.533 no mesmo mês. A novidade da segunda geração é a versão de entrada denominada K1, que sai por R$ 5.520,00.

Lançada em 2000, a linha 2014 ganhou grafismo moderno e o nome Factor está impresso na nova carenagem lateral, fixada no novo tanque mais ergonômico para o encaixe das pernas. O protetor do escapamento, para-lama dianteiro, carenagem traseira e as laterais também ganharam novos formatos, que passam mesmo um ar de modernidade ao modelo. No quesito segurança, a Yamaha ficou as alças da garupa no quadro. Os dois relógios do painel ganharam o fundo branco painel e o modelo ED vem com velocímetro analógico, hodômetro total e parcial e o marcador do nível de combustível.

Já o motor com carburador, chassi e suspensão não sofreram alterações, afinal, não é bom mexer em time que está ganhando. O câmbio com 5 velocidades prioriza a força e o escalonamento e curto, com trocas justas e macias.

Durante 30 dias a Test Rider rodou com a versão ED, a mais completa que vem equipada com freio a disco na dianteira, partida elétrica e rodas de liga-leve. O motor com 125 cm³ de um cilindro, quatro tempos, SOHC, refrigerado a ar com duas válvulas é o mesmo para todos os modelos e desenvolve 10,2 cv a 7.800rpm e torque máximo de 1,0 kgf.m a 6.000 rpm. Na prática, força e potência suficientes para trabalho, estudo ou lazer na cidade.

O tanque com capacidade para 13 litros é suficiente para percorrer aproximadamente 440 quilômetros sem a necessidade de abastecer. O assento em dois níveis tem espuma confortável e a posição do piloto é confortável. O peso total da versão ED pesa 119 quilos com o tanque cheio e a distância do assento ao solo é de apenas 780mm, que torna fácil a missão de colocar os pés no chão.

O freio a disco na dianteira vale cada centavo pago a mais. O disco com 245mm de diâmetro passa segurança e tem respostas precisas. Na traseira, o tambor com 130mm faz bem seu papel de estabilizar a frenagem.

A suspensão, com garfo telescópico na frente e dois amortecedores na traseira tem rigidez suficiente para a proposta da Factor 125. Rodas com aro 18, a traseira tem pneus com medida 90/90, que foram eficientes em todos os tipos de chuva e na chuva.

A versão ED, mais completa da Factor, tem opções nas cores preta, azul, vermelha e branca e preço sugerido pela Yamaha de R$ 6.540. A versão E custa R$ 6.320 e a K sai por R$ 5.830. Já o modelo de entrada, a K1, tem preço sugerido de R$ 5.520.

Ponto positivo – rodar na cidade com a Factor 125 é muito fácil. A moto é leve e a ciclística ajuda na hora de passar pelos corredores mais estreitos.

Ponto negativo – Desaconselhável para rodar em rodovias, mas se for inevitável, o melhor é ter paciência e cautela extrema antes de pensar em ultrapassagens

 

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