Galeria Honda CRF 250L eleva adrenalina em qualquer terreno

Avaliação

Modelo é ideal para quem roda muito na terra, mas precisa de uma motocicleta que possa ser emplacada

Texto: Johnny Inselsperger
Fotos: Osvaldo Furiatto Jr

Força, dirigibilidade, esportividade e versatilidade para pular barrancos, subir morros, mas também levar o piloto para o trabalho ou escola: assim é a nova Honda CRF 250L.

O visual da moto é totalmente off-road, mas as setas de direção, lanternas, farol e os retrovisores indicam que ela está preparada e tem permissão legal para rodar no asfalto.

Importada da Tailândia, a Honda CRF 250L foi lançada no Brasil para atender o consumidor que roda a maior parte do tempo na terra, mas também no asfalto. Mas a avaliação realizada durante sete dias e 375 quilômetros percorridos  em variadas situações de estradas e cidades, mostrou que a motocicleta tem todos atributos para quem busca superar o trânsito urbano com muita agilidade.

De cara o condutor sente a facilidade para pilotar a CRF 250 L. A posição de pilotagem é confortável com corpo reto e pernas e braços pouco flexionados e relaxados. O modelo off-road executa as manobras com muita facilidade, com respostas precisas e imediatas nas mudanças de direção e excelente ponto de equilíbrio. Mesmo com pneus para rodar na terra, a moto ‘gruda’ nas curvas e transmite segurança no asfalto, mas o desgaste no asfalto é maior por conta da composição macia da borracha. O peso de 139 quilos para rodar no asfalto é leve, mas os acessórios fazem a diferença no peso na hora de rodar por trilhas.

No trânsito, o motociclista utiliza bastante o câmbio de seis marchas para manter o motor sempre com giro alto e obter respostas que surpreendem. Com engates macios, o escalonamento das marchas é mesmo de um modelo off-road, com mudanças rápidas nas primeiras e mais longas nas últimas. Como o modelo tem toda concepção off-road, a CRF 250L recebeu farol, retrovisores e luzes indicativas de direção.

O motor de um cilindro tem 249cm³ recebeu uma série de tecnologias que proporcionam um funcionamento suave, mas com força e desempenho. Com duplo comando de válvulas, refrigeração líquida – essencial para terra – e balancins roletados, a potência máxima chega aos 23 cv a 8.500 e torque máximo de 2.2 kgf.m a 7.000 rpm. Destaque também para o sistema de injeção eletrônica que garante respostas rápidas e precisas.

Mas é na terra que a CRF mostra seu DNA. Novamente a dirigibilidade é seu ponto mais forte. A moto é estreita e alta – tem 875mm do assento ao solo vazia – , pneus do tipo ‘biscoito’, aros de alumínio preparados para receber as travas para rodar nas trilhas.

Na dianteira, o longo garfo telescópio invertido de 250mm facilita a realização das manobras e passa confiança ao piloto. Na traseira, o monoamortecido Pro-Link tem excelente desempenho na terra e conforto no asfalto.

O design é todo da linha off-road da montadora japonesa e semelhante aos modelos de competição. A ventoinha faz bem seu papel nos momentos mais complicados em trilhas e o radiador tem proteção que evita a entrada do barro e deixa o fluxo livre para o ar e outros itens importantes, mas faltou o protetor de mão.

Na estrada a sexta marcha não tem muita força, mas é ótima para rodar dentro dos limites de velocidade determinados por lei. O assento é estreito e antecipa a necessidade de paradas, mas também, o tanque tem capacidade para apenas 7,7 litros exige abastecimentos constantes.

Para dar mais segurança e frenagens precisas em qualquer terreno, a CRF 250L recebeu freio dianteiro a disco com 256 mm de diâmetro com pinça de pistão duplo. Na traseira, o disco de 220 mm de diâmetro é acionado por pinça de pistão simples.

Painel tem o necessário para sua proposta, com velocímetro digital, hodômetro total e dois parciais, relógio e o marcador do nível de combustível.

A Honda CRF 250 L está disponível na cor vermelha, com preço púbico sugerido de R$ 18.490.

Ponto positivo – A moto é muito esperta e responde bem na terra, nas ruas e avenidas e também nas rodovias.

Ponto negativo – Banco muito estreito, o corpo escorrega nas frenagens Além disso, os botões de acionamento da buzina e pisca estão em posições invertidas e algumas vezes toquei a buzina na hora de acionar a seta.

 

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