Campo de prova da GM em Indaiatuba completa 40 anos (galeria de fotos)

Chevrolet Camaro em ensaio fotográfico

Chevrolet Camaro em ensaio fotográfico

A General Motors comemora os 40 anos do Campo de Provas da Cruz Alta, o maior do gênero no Hemisfério Sul e responsável pelo desenvolvimentos dos modelos Chevrolet no país e de modelos da montadora produzidos em outros países. Instalado em Indaiatuba (SP), ele conta com laboratórios de últimas geração e16 tipos de  pistas de testes que ocupam área equivalente a 160 mil campos de futebol.

O propósito de toda essa estrutura é desenvolver e validar um veículo para que ele resista às mais variadas condições de pavimento, clima e tráfego que irá enfrentar ao longo de sua vida útil. Além de auxiliar no desenvolvimento de projetos futuros, o campo de provas também é usado para o aprimoramento constante de modelos em linha à disposição no mercado. O terreno ocupado pelo CPCA era uma antiga fazenda de café, cujo casarão foi mantido. Como curiosidade, ali até hoje tem produção agrícola, mas agora são de noz macadâmia e milho.

Segundo maior

Campo de Provas de Cruz Alta da General Motors completa 40 anos 024 - Teste com a primeira geração do Cgevroelt Chevette - 1973-1977

Chevrolet Chevette em teste de resistência: primeira geração produzida entre 1973 e 1977

Ele é o segundo maior campos de provas da GM no mundo, atrás apenas do de Milford, nos Estados Unidos. A galeria de fotos abaixo é uma viagem no tempo dos modelos da Chevrolet que passaram por testes em Cruz Alta. Ali foram submetidos a ensaios a primeira geração do Chevette (1973-1977), foi realizado o primeiro crash test com a Caravan em 1975 e feitas avaliações com a versão sedã do Opala dos meados anos 1970. Cerca de 600 profissionais trabalham no local. São mecânicos, engenheiros e pilotos de testes que se revezam nos laboratórios e pistas.

“Em seis meses conseguimos simular o desgaste que um automóvel sofreria se rodasse por dez anos em condições normais de trânsito”, compara Luciano A. Santos, diretor do CPCA. O local tem reproduções de ruas com diferentes características de todo o Brasil, como os paralelepípedos irregulares de Ouro Preto (MG), estradas de terra e uma pista circular com 4,3 km de extensão e 56 graus de inclinação que simula reta infinita. A 160 km/h, o carro contorna sem que o motorista precise girar o volante. Entre os testes feitos ali, estão os de arrefecimento do motor, consumo de combustível e velocidade máxima.

Teste de colisão

Campo de Provas de Cruz Alta da General Motors completa 40 anos - Crash test

Crash test

Uma das etapas é passar pelas pistas de durabilidade, que reproduzem o uso do veículo em condições severas. Para isso, possuem uma variedade de tipos de pavimento, como asfalto irregular, buracos e valetas, possibilitando a análise dos resultados de deterioração estrutural do veículo e de seus componentes em tempo reduzido, para antecipar possíveis correções.

O CPCA também é usado para teste de todos os componentes dos carros, que precisam ser validados antes de serem usados na produção. Um carro moderno tem cerca de 4 mil peças e cada uma é avaliada, o que ajuda a explicar o tempo de 2 a 3 anos entre o projeto, o desenvolvimento e o lançamento de um carro.  Também são realizados no local os testes de segurança de impacto (crash test). Para isso são usados os dummys, bonecos especiais que possuem sensores capazes de mensura com precisão a gravidade das lesões em caso de acidentes. Por sua complexidade tecnológica, alguns deles chegam a custar mais de US$ 500 mil (cerca de R$ 1,2 milhão).

1 Comment

  1. Frederico Frutuoso da Silva

    Bom dia! Por favo a quem interessar. Sou Piloto de linha aérea ( avião ) e gostaria de saber a possibilidade de compor o quadro de colaboradores de Piloto de testes, desta conceituada empresa. Muito obrigado abcs Frederico. Cel. 55 11 991781928.

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