Galeria Triumph Thruxton 900: uma café racer original de fábrica

ESTILO MARCANTE

Texto: Johnny Inselsperger
FotosOSVALDO FURIATTO JR

 

Lançada recentemente no Brasil, a Triumph Thruxton é uma moto com muita personalidade, que vem de fábrica com um visual inspirado em modelos esportivos dos anos 1960, que e ganhou o nome de café racer.

Esqueça todos recursos eletrônicos, a Thruxton desperta a atração pelo design com linhas sóbrias, destacado pelos cromados espalhados ao longo da moto. Um grande charme que desperta nostalgia desse modelo são as partes amareladas nos longos e estreitos escapamentos, que saem um de cada lado.

A cara de moto preparada para competição vem do guidão curto e para baixo com os retrovisores fixados nas pontas, a capa que recobre o grande farol redondo, uma faixa dupla dourada dividindo a moto ao meio e o assento reto e com a parte da garupa coberta com uma capa. A chave de ignição fica na lateral entre o farol e a bengala.

O guidão no estilo ‘morcego’ é estreito, mas nem é tão baixo, pois fica preso sobre a mesa. Ele esterça pouco e os retrovisores presos nas extremidades deixam a moto mais larga e a altura ainda é a mesma da maioria dos retrovisores nos carros. Isso dificulta as manobras quando o trânsito está mais complicado. Por outro lado, estão bem posicionados e o piloto não fica enxergando os cotovelos quando olha pelos retrovisores em nenhum dos lados.

Uma capa envolve o grande farol redondo e protege os dois relógios analógicos ovais com fundo branco que indicam a velocidade e o giro do motor. No centro deles tem as luzes do ponto morto, injeção eletrônica, combustível na reserva, óleo do motor e farol alto.

A Triumph Thruxton 900 utiliza o mesmo chassi e motor da naked Bonneville T100. Apesar dos mesmos 865 centímetros cúbicos e do mesmo funcionamento suave, com entrega de potência e força progressivas, a Thruxton recebeu modificações no comando de válvulas que deixaram a irmã esportiva mais esperta.

A altura das pernas fica abaixo do tanque e os joelhos encostam nos dois corpos da injeção eletrônica, que são parecidos com os tradicionais carburadores reforçando o visual retrô. No começo causou uma sensação estranha por não conseguir ficar com a perna junto ao tanque. A capa que cobre a parte da garupa é presa por dois parafusos. São simples para soltar, mas o furo é allen.

Apesar de sua essência esportiva e do seu motor com 69 cavalos de potência ser capaz de chegar próximo aos 200 quilômetros por hora, a proposta da Thruxton é outra. As suspensões privilegiam o conforto e não foram preparadas para o piloto raspar as saboneteiras dos joelhos no asfalto, mesmo com o ajuste disponível de pré-carga. Na dianteira não tem ajustes. Ela não chega a dar instabilidade nas curvas, mas deixa clara que sua proposta não é ser extremamente radical.

Ainda assim, as pedaleiras estão bastante recuadas e o piloto fica mais em posição de lança, com o corpo inclinado para frente e as pernas mais flexionadas. Com um banco confortável, o corpo aguenta rodar muitos quilômetros de estrada sem reclamar. A iluminação do grande farol redondo tem longo alcance e lateralmente também.

Mesmo sem controle de potência e tração e freios ABS, a Triumph Thruxton 900 é uma moto segura. Freios a disco na dianteira e traseira tem o acionamento suave, preciso e eficiente.  Para não destoar do visual retrô, o pneu traseiro não é largo, porém eficiente para a proposta do modelo.

Outra parte que não tem nada de antiga na Thruxton e o câmbio com cinco velocidades, que tem engates macios e precisos. Como a moto tem um bom torque, não exige muitas trocas

Fazendo a média de 17km/l, o tanque com 16 litros tem uma autonomia de mais ou menos 270 quilômetros.

A Triumph Thruxton 900  é nacional e tem preço sugerido pelo fabricante de R$ 31.900

Ponto positivo: uma moto diferenciada que tem atraído muita atenção dos amantes das duas rodas, tanto que outras montadoras também estão oferecendo opções no estilo café racer.

Ponto negativo: Uma pena que a Triumph fez a trava do guidão no lado oposto da partida, com outra chave que fica balançando e batendo na bengala enquanto a moto está rodando. O melhor é separar as chaves e guardar a da trava junto com o documento, já que é menos utilizada que a da partida.

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