Chegada do BMW i3 ressalta falta de política para carros elétricos no Brasil

A BMW lançou, nesta quarta-feira (10), no mercado brasileiro o i3, seu primeiro carro elétrico. O modelo BMW-i3-2014-050chega para ser um carro de imagem, pois a montadora restringirá a comercialização a algumas cidades e não espera um impacto em suas vendas. O motivo é alto preço dessa tecnologia, com o i3 custando entre R$ 225.950 e R$ 235.950, ficando na faixa do Série 4, que parte de R$ 239.950. A sua chegada ao país ressalta a falta de uma política governamental para essa tecnologia veicular.

O valor é bem mais alto do que na Europa e Estados Unidos, onde esse tipo de veículo conta com incentivos fiscais. No mercado norte-americano, por exemplo, custa US$ 41.350 (R$ 94,6 mil), ou seja, 2,4 vezes a menos do que no Brasil. O hatch tem motor que entrega o equivalente a 170 cavalos de potência com 25,5 kgf,m de torque. Ele acelera de 0 a 60 km/h em 3,7 segundos e faz de 0 a 100 km/h em 7,2 segundos. A velocidade máxima é de 150 km/h. A autonomia vai de 130 a 160 km.

As baterias de íons de lítio levam 8 horas para serem recarregadas em uma tomada de 220 volts. Como acessório será oferecido um carregador rápido Wallbox, que terá duas versões. Uma reduz a recarga BMW-i3-2014-049para 3 horas, e a outra para 6. Outro opcional é um  motor a gasolina de dois cilindros e 650 cm³,  que funciona como um extensor de autonomia. Ele serve apenas manter a energia das baterias, ampliando a autonomia em 100 km. As baterias têm durabilidade de 100.000 km e garantia de 8 anos.

Esse é um dos atuais calcanhares de Aquiles do carro elétrico em todo o mundo. As baterias chegam a custar mais da metade do preço final do carro. O que fazer com ele após seis a dez anos de uso e acabar a vida útil das baterias? O futuro do carro elétrico, criado para reduzir a poluição, ainda é uma incógnita, mas o Brasil não poderia ficar atrás em relação aos outros países em relação à essa tecnologia,

O i3 usa tecnologia de ponta. A plataforma é de fibra de carbono e alumínio para redução de peso. Já a célula de passageiros é feita de CFRP (polímero reforçado com fibra de carbono) para compensar e “zerar” o peso extra das bateria de íons de lítio.

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