Galeria Hornet sai de cena com a chegada da nova CB 650F

Honda também encerrou fabricação da irmã com carenagem, a CBR 600F com a chegada da CBR 650F

Texto: Johnny Inselsperger
Fotos: Osvaldo Furiatto Jr.

Para o desespero de muitos apaixonados pela CB 600F Hornet, a Honda encerrou a produção da motocicleta e também da sua irmã com carenagem, a CBR 600F, “pelo menos por enquanto”, deixa no ar o engenheiro da Honda, Alfredo Guedes.

O anúncio foi feito durante a apresentação das novas naked CB 650F e a esportiva CBR 650F. A fabricante japonesa faz questão de dizer que nenhuma delas veio para substituir suas antecessoras e o projeto é totalmente novo. “A proposta dos novos modelos é outra e até por isso o nome Hornet sai de cena”, explica Guedes.
Em tempos de crise financeira e trânsito congestionado, as motocicletas são cada vez mais utilizadas no cotidiano e as novas CB 650F e CBR 650F chegam mais econômicas e preparadas para rodar na cidade. A força do motor de 649cc, com 4 cilindros e refrigeração líquida se apresenta em todas as faixas de rotações.

Enquanto a Hornet tinha potência máxima de 102cv a 12.000rpm, nas CB 650F e CBR 650F são 87cv a 11.000rpm. Na comparação do torque máximo os números são mais próximos, onde a Hornet tem 6,53kgf.m a 10.500rpm e as novas têm 6,4kgf.m a 8.000rpm. Essa entrega da força máxima mais cedo das CB 650F e CBR 650F é determinante para a economia de combustível. Ela não pede giros tão altos do motor nas arrancadas e a força em todas as rotações exigem menos trocas de marchas.

Por outro lado, a potência máxima é bem menor que da Hornet, mas suficientes para as CB 650F e CBR 650F ultrapassarem a casa dos 200km/h. Mesmo assim, a Honda planeja baixar o preço da CB 1000R, que entrega 125 cavalos de potência máxima e atende com sobra todas as exigências de performance da extinta Hornet.

Durante as primeiras impressões não foi possível rodar com as motos na cidade, mas o comportamento dócil do motor, que entrega força e potência de maneira suave e linear são fáceis para pilotar. O quadro é do Tipo Diamond com dupla trave e o monoamortecedor traseiro está preso direto na balança de alumínio.

A distribuição de peso facilita o equilíbrio e o conjunto proporciona respostas rápidas e precisas aos comandos no guidão. Faltou mesmo testar o esterço em corredores apertados no trânsito parado.

A avaliação das CB 650F e CBR 650F foi realizada no autódromo Vello Città, em Mogi Guaçu. Não é uma Hornet, mas é divertida e capaz de elevar a adrenalina. A suspensão dianteira é do tipo Telescópica convencional, com curso de 120mm e barras de 41mm. Na traseira o curso é de 128mm. Com a proposta de serem motos para o dia a dia, as suspensões são mais voltadas para o conforto do que a esportividade. Ainda mais em autódromos, onde são levadas ao limite, mas nada que assuste o piloto, pois o conjunto é seguro. O câmbio tem 6 velocidades e trocas suaves.

O design é moderno e semelhante a muitos modelos produzidos atualmente pela Honda. O painel tem o conta-giros digital por barras que circulam o velocímetro que também é digital e tem fácil visualização no sol intenso.

A naked tem assento único em dois níveis, com distância de 810mm até o chão. Confortável, um piloto com cerca de 1,75m de altura ‘encaixa’ certinho. O peso seco das quatro versões vai dos 192kg aos 197kg. As pernas ficam bem coladas ao tanque de 17,3 litros. Tronco pouco projetado para frente e as pedaleiras que deixam as pernas pouco flexionadas.

Na esportiva, a posição do corpo é a mesma, confirmando a proposta de priorizar o conforto do que a esportividade. A carenagem é que fez toda diferença na pista e fará também nas estradas, onde o peito não briga com o vento e o rendimento do motor é melhor e também é mais econômica no consumo de combustível.

Mesmo em uso intenso, depois de muitas voltas no autódromo, os freios continuaram atuando com eficiência. São dois discos com 320mm e um disco na traseira com 240mm. As respostas são eficientes e precisas e a Honda ainda oferece versões dos dois modelos com ABS, que evita o travamento das rodas. No ‘tapete’ do autódromo não deu para sentir como será seu comportamento em ruas com piso irregular.

A Honda também deixou no ar que a Hornet pode ser ressuscitada futuramente. Para isso será necessário a adequação aos níveis de emissão de poluentes mais rígidos, que entram em vigor ano que vem. O mais provável é que ela volte com 800cm³ de motor.

Produzidas em Manaus, as novas CB 650F e CBR 650F chegam às concessionárias em novembro, nas cores preta ou tricolor para a naked e vermelha ou tricolor para a esportiva.

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